Cicloviagem a trabalho

Agosto 18, 2008

Domingo, 17 de agosto: enduro de regularidade de motos em Santa Cruz do Sul. Eu tinha que ir trabalhar lá.

Como minha programação era ir de carona, mudei um pouco os planos: ir no pedal e voltar de carona.

Fiz algumas análises: distância aproximada de 170Km, previsões de paradas a cada 50-60Km em pontos estratégicos, roupas para trocar, etc.

Na semana passada, tentei colocar um bagageiro de canote na speed. Ninguém quis me vender um :) disseram que ia ficar muito feio. No máximo consegui uma bolsa de selim. Ali foram 3 câmaras, espátulas e o canivete de ferramentas.

Saí no sábado às 7:30. Friozinho, usei manguitos e o corta-vento. No camel, uma muda de roupas “civis”.

Caxias-Farroupilha (+- 18Km) => sem comentários

Farroupilha-Fenachamp (+- 40Km) => com exceção dos dois FDP que resolveram fazer uma ultrapassagem, ignorando totalmente minha presença no morro do 80 (quando vem alguém em sentido contrário, a gente pode ultrapassar ou deve jogar esse alguém pra valeta?), sem maiores destaques.

Fenachamp-Posto BR em Boa Vista do Sul (+- 50Km) => trecho “normal”, um tráfego chatinho na área urbana de Carlos Barbosa e Garibaldi. Fiz minha primeira parada aqui para tomar uma Coca e comer um pão de queijo. Estava com média de 25,9Km.

Posto BR Boa Vista do Sul-Lajeado (+- 100Km) => antes da serra, tem o trecho mais perigoso: uma curva sem acostamento, com tachões no meio, é preciso entrar com velocidade, cuidando se não vem descendo ninguém. A descida da serra tá uma nhaca, cheia de remendos e uns rebaixos a cada 50 metros, fica impossível descer a mais de 80Km/h (mesmo assim ultrapassei dois caminhões e vários carros). Depois da serra o acostamento fica bem razoável, dá pra andar na boa. Com o terreno é ondulado, a média horária sobe, o tráfego diminui (exceto nas áreas onde tem algumas vilinhas). O cruzamento por Estrela é tranquilo, andar pela BR até Lajeado idem. Chegando em Lajeado, cheguei a conclusão que aquele povo ou não está acostumado com bicicletas (o que acho improvável) ou não respeitam mesmo: levei várias fechadas, muitos ciclistas andando na contramão, pedestres que acham que bicicleta não é veículo, etc. Parei num posto na saída pra Venâncio Aires, onde em seguida chegaram vários guris com MTB e BMX e ficaram babando em cima da minha querida. Conversa vai, conversa vem, entre uma mordida e outra num sanduíche feito de pão velho, dei uma de pescador e menti um pouco, disse que tinha feito 150Km em 4 horas e estava indo até Santa Maria (mais 200Km) e queria chegar lá até as 16 horas (isso eram 11 da manhã).

Lajeado-Restaurante Casa Cheia em Venâncio Aires (+- 130Km) => sem a menor dúvida, o melhor trecho da viagem: estradão ondulado, ótimo acostamento, pouco movimento. Fácil manter uma média de 30 por hora (isso no modo economia de energia ativado). Mesmo assim um pouco antes de Mato Leitão furei um pneu, atrasando minha vida uns 15 minutos. Na chegada em Venâncio Aires, ameaçou uma chuva, o chão chegou a ficar molhado. Aí apertei o ritmo pra ver se escapava dela. Saí da Rota do Sol e peguei a Tabaí-Canoas. Um pouco adiante parei no Restaurante Casa Cheia (na verdade, a lancheria ao lado, mais simpática, chamada “Lancheria Tropical”). O alemão que atende é gente boa, conversador como só ele. Aqui só comprei uma água.

Lancheria Tropical-Santa Cruz (160Km) => saí da lancheria e já começou a chuva, um verdadeiro temporal, muita água mesmo. Passei pelo pedágio e um pouco adiante ela parou e o asfalto já começou a secar com a ameaça de sol que pintava. Comi ao mesmo tempo que pedalava meus últimos “NutrelaPower” mantendo uma velocidade em torno de 35 por hora (sem esforço). No ponto onde tem o pardal, por garantia comi um gel, pensando na tal subida das 7 curvas. Chegando nesse trecho, imaginei que fosse uma subida chata como o Eberle, é longa igual, mas com inclinação menor, subi toda ela a 20 por hora ou mais. Fiz o contorno bonitinho (não entrei na contra-mão no Fritz e Frida) e desci até o centro da cidade.

Números finais:
160Km (10 a menos que marquei de carro - seria a estrada da Fenachamp um “atalho?)
28 Km/h de média
78 Km de velocidade máxima
2 Cocas
1 pão de queijo
1 sanduíche de pão velho
4 NutrelaPower
1 Powergel
2 litros d’água

(o difícil foi fazer o pessoal que anda de moto acreditar que eu tinha pedalado até lá)


O retorno da carneação

Julho 3, 2008

Resumo dos pedais dos últimos dias (anda meio fraco, o tempo não colabora, tenho trabalhado nos finais de semana).

1) Pedal de estréia da bike nova (quadro novo) até Santa Justina - PNGS

Depois de 3 semanas parado, achei que faria um pedal leve. Só achei. Na ida, a turma normalmente vai leve depois da ponte. Mesmo indo leve, a tendência da speed é andar na frente. Dei uma forçadinha lá pelo Ranzolin e cansei. Dois outros me alcançaram. Na subida (tenho que batizar esse morro), sobramos dois, eu e o Márcio da Caloi. Depois da curva forte, eu abri dele e cheguei na frente lá em cima. Depois fomos conversando.
No retorno, a turma vinha leve, até a entrada do Vale da Colônia, aí começaram a puxar e eu fui junto.
Na subida da Saúde, ficamos eu e o Márcio novamente. Ele até que tentou dar umas escapadinhas, mas também estava no limite. No final acabei dando um sprint e cheguei uns 20 metros na frente dele, mortinho.

2) Outro pedal noturno a Santa Justina - PNGS

De novo. A mesma turma, dessa vez com a presença do Festuga. Repetição da semana anterior. Forcei o ritmo no Ranzolin e abri, esperei o Festuga no Vale da Colônia e subimos junto o morro sem nome. No finalzinho apertei e cheguei um pentelhésimo na frente dele. Conversa até o final.
No retorno o ritmo foi forte desde o início. Abri da galera já na primeira subida e mantive a frente até o Ranzolin, quando reduzi (estava babando). Aí o Festuga e o Boff me alcançaram. Fomos juntos até a subida. O Boff cansou e subi com o Festuga. Ele abriu uns 100 metros, mas alcancei ele na entrada da trilha que tem ali. Fomos juntos até quase o final, aí ele sprintou e eu acompanhei um pouco, mas não consegui passar, chegamos praticamente juntos.

3) Pedal solito até Mato Perso

Sem comentários. Normal, só girando, um frio do capeta.

4) Ana Rech e Parada Cristal

Esse foi na terça. Eu e o Marcos. Fomos só girando, furei meu segundo pneu da speed bem na frente da Agrale (uma porcaria duma rebarda de torno). Descemos até a Parada Cristal. Na descida/plano realmente uma MTB não consegue acompanhar, desci a 50-60Km/h sem forçar (não tava fazendo lá muita força) e o Marcos ficou pra trás. Subimos junto da Parada até a Tomé. Na última subida o Marcos que estava há 3 semanas sem pedalar (andou jogando futebol com uma porta e não deu muito certo pro dedão dele), cansou e ficou um pouco. Mas ele recupera rápido.

5) Santa Justina - PNGS

Dessa vez o ritmo já estava mais forte na descida. Fui meio kamikaze e mesmo com o farol ruim, desci na frente. Depois da ponte o ritmo já apertou (menos pra elite que foi no tranquito). No Ranzolin só estávamos eu e o Festuga (não sei porquê ele não vai com a speed!). Na subida, chegamos juntos.
No retorno lá no Vale da Colônia o bicho pegou. Eu forcei o ritmo e só dois acompanharam. Lá na casa do pastor alemão eu estava sozinho. Fiz o trecho do túnel verde mais rápido que o normal, sempre sozinho. Na subida da Saúde quando cheguei na primeira curva vi o farol que passava da ponte (isso dá uns 300 metros).
Aí dei uma de sacana: apaguei a sinaleira. Hehehe, assim o cara que vinha perdeu toda a noção da distância. Subi forçando, trocando marchas, pedalando de pé.
Cheguei na pizzaria e esperei 4 minutos pelo primeiro (Festuga) e mais um tempo parecido pro resto da galera.

É um pedal bom esse das quartas (PNGS): tem a turma que puxa, tem a turma que vai “normal” e tem a elite que vai conversando, rindo, na boa. A estrada é ótima, movimento nulo, asfalto (de noite não sou lá muito fã de andar no cascalho), tem companhia e o dia é certo. Basta chegar no horário de sempre nos dias marcados.

O FRIO NÃO É EMPECILHO, SÓ A CHUVA!

* PNGS = Pedal Notúrnico Giratório Semanal


Minha nova bike

Junho 21, 2008

Foi no dia 23 de maio.

Era feriado, calorzinho, resolvi pedalar de manhã cedo. Peguei a speed e fui para um dos roteiros básicos: Ana Rech, Frangosul, Parada Cristal, Perimetral, Santa Justina, casa. Daria uns 50Km, mais ou menos.

Quando parei em Santa Justina, encostei a bike num poste e sentei na escada da igreja pra descansar um pouco. Nisso reparei um risco na caixa de direção, bem na parte de baixo, junto ao garfo.

PQP!!! Já risquei a bike!! Mas como pode se eu cuido bem dela?

Passei a unha e… percebi que não era um risco, o quadro estava trincando. Gelei.

Voltei na maciota pra casa (uns 16Km) e fui direto até a loja do Jeremias, onde comprei a bike. Na hora todos viram que eu tinha razão, estava trincado.

Pra resumir a história: deixei a bike lá, voltei fantasiado pra casa.

No início da semana seguinte eles desmontaram a bike e enviaram para São Paulo (dia 27 de maio).

Claro que fiquei apreensivo. Vai saber o que os caras da Scott vão achar? Daqui a pouco alguém inventa que eu caí ou coisa parecida.

Não liguei para lá, não mandei e-mail, não fiz nada. Fiquei só no aguardo.

No dia 09 de junho, o Indicatti me diz: tá vindo uma bike nova pra ti, e é melhor que a tua. Dia 10 eu volto lá e o quadro chegou: um S30 2007 com garfo de carbono (claro né? não mandariam um quadro vermelho sabendo que eu tinha um garfo amarelo).

E depois de montada ela ficou lindona!! Muito melhor do que a amarela:

(ainda bem que não comprei os pneus amarelos que estava namorando).


Brique

Junho 19, 2008

Peça à venda, caso alguém se interesse:

Carbono com espiga de alumínio. Pouco usada, em ótimo estado.

Para caixas OVER, espiga com 23,4cm.

Preço de ocasião. Caso tenha interesse deixe o e-mail nos comentários.


Junho 18, 2008

Era assim:

scott1.jpg

Ficou assim:

Amanhã coloco fotos da MINHA e conto a história.


Sonho de consumo

Junho 2, 2008

Não é o top, mas já servia pra mim que é uma beleza!

2007 Shimano Ultegra SL


Pedalzinho pré-Audax

Maio 10, 2008

Hoje minha pedalada tinha uma incumbência quase profissional: precisava conversar com a proprietária do restaurante onde faremos o PC1-3 do Audax 200 na semana que vem.

Poderia ter ligado, mas não teria graça. Também poderia ter ido de carro, mas seria mais chato ainda.

Aproveitei que estava bem frio (7oC) e estreei minhas novas aquisições para a temporada: um par de pernitos da Adenosina (felpudos por dentro) e uma testeira/orelheira (uma alternativa à touca nos dias que o tempo tende a esquentar).

E foram boas aquisições. Percebo agora que estava perdendo tempo não tendo esse material.

Minha mulher disse que eu estava ridículo com os pernitos pretos e a bermuda da Lampré. Mas eu não tô nem aí, não quero é passar frio, o resto que se tchave.

Mas falando do pedal propriamente dito: saí às 8 e 30, tive que passar na loja do Jere antes pra calibrar os pneus (hoje fechei 1500Km sem um único furo) e me bandeei. No começo tava bem frio, o vento estava fraquinho, mas soprando contra o tempo todo, contribuindo para a média baixa até Lajeado Grande: 23Km/h.

Lá chegando falei com a dona Jane rapidamente, comi um big-sanduba-de-pão-caseiro e uma Cueca e saí rapidinho.

Ida e volta levei 4 horas e 30 de pedal. Em 115Km ficou uma média de 24 e alguma coisa.

Ah! Testei um selim novo para a querida, é um Fi’zi:k Mens Gobi XM Black. Mais ou menos, vou experimentar mais um pouco antes de decidir pela compra.


Vila Jansen

Maio 2, 2008

Ontem foi dia de batismo nesse local.

A ponte sobre o Rio das Antas é caminho para Nova Roma do Sul.

O roteiro sai de Caxias, Farroupilha e depois toma-se a estrada vicinal até o final da serra. É um belo roteiro, 100Km ida e volta.

O único porém é um trecho crítico de 3Km logo após Farroupilha: onde a pista dupla acaba existe uma descida longa, com acostamento inexistente. Mas ali não é o problema. O perigo está no final da descida onde existem tachões no meio da pista e também na lateral. Ou seja: a pista fica muito estreita num ponto onde os carros (e principalmente caminhões) estão bem embalados.

O Indicatti já avisou no começo da descida: temos que dar um ligeirão aqui. CUDIU! E que ligeirão! Eu bobeei um pouco e acabei ficando uns 50 metros atrás e não consegui buscar mais os dois que estava na frente.

É um trecho com adrenalina lá em cima. E os batimentos, rotação e velocidade idem. A sorte é que é um plano com algumas descidas fracas, mas sempre a 40 por hora ou mais.

Faltando uma centena de metros para a entrada da estrada que leva a Vila Jansen o negócio fica mais light, a pista larga, com acostamento. Nesse ponto consegui alcançá-los.

Indo pra Vila Jansen temos uma subida longa, com uns 2Km e inclinação suave. Depois de São Marquinhos é um descidão até a Jansen (já me disseram que tem neguinho que vai a 80 por hora ali… eu não consegui mais do que 73). E cheguei no calçamento, mesmo morro abaixo mortinho.

A descida até a ponte é tranquila, mas friooooo pra burro, ainda mais nos trechos onde tem paredão de pedra. Aliás, essa descida é esquisita, tem partes que é preciso até pedalar de pé….

Chegando na ponte, meia volta e começamos a subir. Viemos light até um cotovelo onde a estrada fica mais inclinada, faltando uns 5Km para o final (a serra toda tem 18Km). Ali o piá baixou marcha, levantou do selim e sumiu! Eu nem tentei acompanhar, só dei uma forçadinha no ritmo pra deixar o outro companheiro de pedal pra trás, hehe.

Lá adiante o piá estava esperando. Novamente, saiu na frente, aumentou um pouco o ritmo, eu na roda. O outro cara já ficou. Numa outra curva, a repetição e ele sumiu.

Paramos na Jansen pra tomar uma Coca e comer um sanduba quentinho. Depois viemos num ritmo light até Caxias, mas na subida do Mart-Center um grupo de 5 ciclistas nos alcançou (nós vínhamos devagar esperando o Bazi que tinha “derrubado os facões”). Aí viemos mentindo e dando risada até a cidade.

Um bom pedal para uma tarde de feriado. 100Km a 25 de média.


Minha Monte Eroica

Abril 21, 2008

Como tinha um compromisso em São Valentim do Sul no domingo, 20 de abril, consegui montar um esquema para ir pedalando e voltar de carona no domingo de noite.

Durante a semana refleti bastante sobre as alternativas:

Alternativa A) ir de MTB pelo seguinte roteiro: Caxias, São Marquinhos, Caminhos de Pedra, Barracão, Bento (cruzar a cidade) e depois São Valentim de Bento, Faria Lemos, Alcântara, Santa Bárbara, São Valentim do Sul.
Vantagens: desviar a parte com tráfego pesado (Farroupilha a Bento), saindo a 100 metros da estrada que leva a Faria Lemos.
Desvantagens: MTB não foi feita pra andar no asfalto, seria uma viagem mais demorada.

Alternativa B) ir de speed pelo roteiro: Caxias, Farroupilha, estrada velha, Garibaldi, Bento, São Valentim de Bento, Faria Lemos, Alcântara, Santa Bárbara, São Valentim do Sul.
Vantagens: rapidez.
Desvantagem: pegar a parte com tráfego pesado (de Garibaldi até Bento).

A vontade de pegar a estrada com a speed foi maior e decidi sair com ela.

Parei na loja do Jere, calibrei os pneus e saí às 11 horas da manhã de sábado. Pelos meus cálculos, seriam em torno de 50Km até Bento e mais uns 40Km até São Valentim do Sul. Usando uma média baixa, estimava fazer em no máximo em 4 horas e pouco. Queria fazer várias paradas pra fotos, lanche, etc.

Em Farroupilha peguei o primeiro trecho de “coblestones”: cerca de 1Km do cemitério até o asfalto do Desvio Blauth.

Essa primeira estrada é cheia de sobes e desces. Numa descida longa, sem fazer o mínimo esforço bati o recorde do dia: 80 por hora. Passando o Desvio Blauth, a estrada fica bem plana, mas continua sem nenhum acostamento. Isso não é problema uma vez que no horário ela estava bem deserta.

Saindo na Fenachamp peguei a estrada de volta para Bento, o trecho mais movimentado do dia. Depois do Posto do Avião tem um trecho crítico em cima de uma ponte: sem acostamento, com tachões e estreita. Tem que ficar atento e subir para a pista antes da ponte, já que tem um “degrauzinhozão” bem perigoso e fácil de escorregar. Depois é um descidão, é só acelerar e ficar de olho na saída pra Farroupilha.

Um pouco mais adiante, outro trecho crítico na entrada para o Vale dos Vinhedos: tachões de todo lado, pista estreita e alta velocidade, mas tem um acostamento estreitinho que quebra o galho.

Na subida para Bento é tranquilo. Parece o Eberle, largo, com terceira pista, inclinação e distância bem semelhantes.

Passando Bento, algumas descidas e subidas, em alguns trechos com tachões, mas nada demais. Antes da entrada para Faria Lemos uma subida chatinha e a necessidade de ficar na esquerda para entrar no desvio.

A estrada agora tem zero de movimento e não demorou muito para o segundo trecho de “coblestones”: agora cerca de 800 metros… e aprendi com os pros: ande no meio da estrada, no espaço onde as pedras são colocadas em outro sentido, é mais suave.

Passei rapidamente por Faria Lemos. Queria tirar uma foto na casa bonita que tem bem no alto, mas ela foi toda cercada, não dá pra pra chegar perto do “perau”, então fui direto.

E que descidão!!!! São uns 5Km e alguns trechos tem uma inclinação absurda. Usando os freios praticamente todo o tempo, bati a marca dos 90Km por hora antes da última curva. Se o sujeito tem mais sangue frio, vai nos 100 com certeza.

Na parte de baixo o trecho fica bem plano, já que acompanha o Rio das Antas. Mas a cerca de 3Km o primeiro trecho de “strada bianca”, ou no caso “strada rossa”, já que o pó é vermelho. E cheguei bem na hora que o trem estava cruzando… mas até tirar a máquina do bolso, ligar, preparar, o trem já tinha passado.

Nesse pedaço da estrada são 5 trechos de estrada de chão: 3 bem curtinhos (tipo só cruzar os trilhos) e dois um pouco maiores: um com cerca de 500 metros e outro com uns 800 a 1000 metros. Mas passando devagar, é possível cruzar com uma speed sem problemas.

No final, antes de cruzar a ponte uma parada estratégica para uma foto bem no encontro do Rio Carreiro com o Rio das Antas, onde “nasce” o Rio Taquari.

Cruzei a ponte e parei na fruteira e lancheria do Moleza para uma Coca e uns salgaditos, já que a partir desse momento acabava a brincadeira e seriam 11Km de serra morro acima.

Exatamente às 14 horas parti. Nesse momento estava com média de 28 e alguma coisa. E a serra começa violenta, depois acalma um pouco e assim vai, alternando trechos em que é preciso pedalar de pé com trechos onde é possível colocar umas marchas mais pesadas.

Só que é longa. Quando dá a impressão que está terminando, tem mais um trecho. É bem cansativa.

No final dela já encontra-se o trevo de acesso a São Valentim do Sul. É dobrar à direita e encarar mais 2Km de subida até a cidade.

Cheguei no Bar F2 (local da prova de motos onde eu ia trabalhar) exatamente às 14:30, com 90Km de pedalada.

A melhor coisa de andar de bicicleta é andar por lugares desconhecidos a nível de pedal. Pode ser 20, 30 ou 500Km. A sensação de estar passando com as próprias forças é indescritível.

São Valentim do Sul

Lagoa da Harmonia

Abril 5, 2008

Hoje matei a vontade.

Fomos até a Lagoa da Harmonia: eu, Marcos, Jorge e Andrius.

Saímos de Caxias às 7 horas, chegamos no posto do avião às 7 e bico, saímos pedalando por volta de 8 e 20.

Até a Lagoa fizemos média de 22 e picos, mas estava 28,9 no pé do morro: subida de 8Km. Achei que era cabeluda, mas de MTB em ritmo passeio, só a primeira parte é pesadona (beeeem pesadona) o resto é administrável.

Algumas deusas na entrada, paramos pra tentar comer no restaurante, mas o guri era meio bundão, só podia fazer lanche depois das 14 horas (e o restaurante estava vazio).

Aí resolvemos descer pra comer na Tzutzi (cramento, só consegui colocar 83 por hora morro abaixo - confesso, me borrei com o morro - mas o Marcos meteu 93).

A Tzutzi estava fechada, então fomos até WESTFALIA pra comer. Meio caróto, 8 pilas o pratão de massa, mas vinha bife…. se tivéssemos falado que era só massa acho que saia por menos.

Depois um morrinho de 15Km. Na primeira parte fomos light, depois baixou o espírito do Pantani e comecei a puxar. Cheguei no pedágio, tomei uma água, fui no banheiro e ainda esperei.

Depois que a galera chegou, usufruimos da estrutura da Convias por uma meia hora. Bem quando estávamos de saída, passaram os espideiros: Raul, Fúlvio, Alexandre e Otávio. Saímos na frente deles, mas em questão de minutos eles passaram, oferecendo bikes por 20 mil.

Só que… um dia da caça, outro do caçador. Reparamos que nos morros eles não estavamo com esse gás todo. Na terceira subida vi que era possível chegar nos caras. E cheguei. E fui até o fim acompanhando eles. E ainda na última subida deixei um deles pra trás.

Tudo bem que eles estavam com uns 20Km a mais nas pernas. Tudo bem que um deles disse que estava machucado.

Mas não interessa. O que vai pros anais (ops) da história é que eu peguei eles e fui até o fim! E por pouco o Marcos não pegou também.

Belo pedal. 113Km com média de quase 23. E cheguei inteirasso…. bem mesmo! Sem dores nem nada. reflexo das pedaladas com a speed? Bem provável.

Algumas fotos estão no álbum:

Lagoa da Harmonia